REALIDADE DO VAREJO (Brasil)

 

REALIDADE DO VAREJO (Brasil) 



> De onde viemos? > Onde estamos? > Para onde estamos indo?

"O Brasil lidera a América Latina em termos de economia, com um setor desigual e desafios tecnológicos em constante evolução".

No cenário atual, o foco principal para as empresas já não está apenas em como vender mais, mas em como minimizar perdas. Diante da evidente contração do poder aquisitivo dos consumidores, nenhuma estratégia de marketing sozinha consegue compensar a realidade do mercado. A sobrevivência nos próximos cinco anos dependerá de um pensamento estratégico voltado para eficiência operacional e gestão inteligente de recursos.
Os tempos de bonança ficaram no passado. Em um contexto global de crise econômica, o consumo se retrai e os gastos não essenciais diminuem drasticamente. A pergunta-chave já não é "quem quer comprar?", mas sim "quem pode comprar?". A resposta é clara: cada vez menos pessoas.
Por isso, a prioridade para garantir a sustentabilidade de qualquer negócio deve ser óbvia: otimizar custos operacionais e maximizar o valor de cada recurso disponível. Só assim as empresas conseguirão se adaptar, resistir e emergir mais fortalecidas em um ambiente econômico desafiador.

De onde viemos? 
1936 - 1990
(Resumo) 



A Transformação do Varejo no Brasil.

Do "Mercadinho" às Redes Globais

Antes da década de 1990, o panorama dos supermercados no Brasil era dominado por redes nacionais e supermercados independentes. Esse período viu o crescimento lento, mas constante, do conceito de autosserviço no país.

Redes de supermercados que existiam no Brasil antes de 1990:

    > 1936 Supermercados AmericanosPrimeiro supermercado a utilizar o         sistema de autoatendimento. / São Paulo. 

    > 1948 Depósito Popular / São Paulo



    > 1948 Supermercados Disco: Pioneira na implementação do modelo americano de supermercados, abriu sua primeira loja no Rio de Janeiro. Chegou a ter 60 mercados em várias cidades brasileiras e criou os primeiros hipermercados do Rio. Em 1990, foi vendida ao Grupo Paes Mendonça.

    >1953 Sirva-se: Considerado o primeiro supermercado moderno do Brasil, inaugurado em São Paulo por Mario Wallace Simonsen. Em 1965, após a morte de Simonsen, a rede foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar.


    > 1956 Grupo Pão de Açúcar: Já era uma das principais redes nacionais, expandindo-se desde seus primórdios até adquirir o "Sirva-se".

> Outras redes e supermercados regionais existiam, embora com uma presença menor a nível nacional.

Crescimento dos supermercados desde o "Sirva-se" até a chegada das empresas estrangeiras:

O crescimento dos supermercados no Brasil desde a abertura do "Sirva-se" foi relativamente lento nas primeiras décadas. Vários fatores contribuíram para isso:

  • Economia: A economia brasileira passou por diferentes fases de desenvolvimento e estabilidade, o que influenciou a expansão do comércio varejista moderno.
  • Hábitos de compra: Inicialmente, os consumidores brasileiros estavam mais acostumados a comprar em mercados de rua, pequenos armazéns e lojas especializadas. A mudança para o autosserviço dos supermercados levou tempo.
  • Infraestrutura: O desenvolvimento da infraestrutura urbana e de transporte também foi um fator limitante na expansão de grandes redes de supermercados.

No entanto, gradualmente, o modelo de supermercado foi ganhando aceitação, oferecendo maior variedade, conveniência e, em alguns casos, melhores preços. As redes nacionais como Pão de Açúcar e Disco cresceram durante esse período, estabelecendo uma base para a posterior entrada das cadeias internacionais.

1990 



A chegada das empresas estrangeiras na década de 1990 significou uma aceleração na modernização e expansão do setor supermercadista brasileiro, introduzindo novas práticas, tecnologias e uma maior concorrência no mercado.

Embora não haja datas específicas e exaustivas para a chegada de cada marca internacional a cada cidade, podemos destacar alguns momentos e marcas importantes:

Década de 1990: Foi o período de maior entrada de grandes redes internacionais, impulsionado pela abertura econômica do Brasil. 

Marcas como Carrefour (francesa) e Walmart (americana) iniciaram sua expansão no país durante esses anos. 

Carrefour: Uma das primeiras grandes redes internacionais a se estabelecer com uma presença significativa no Brasil. Sua expansão ocorreu principalmente nas grandes cidades do Sudeste e Sul do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Walmart: Chegou posteriormente e também se expandiu por meio de aquisições e aberturas de novas lojas em diversas regiões do Brasil. 

Em resumo, embora não seja possível fornecer datas exatas para cada cidade, a década de 1990 marcou o início da chegada significativa das redes de supermercados de marcas internacionais ao Brasil, com uma concentração inicial nas grandes cidades do Sudeste e Sul.


Onde Estamos? 
2025 


 PANORAMA ECONÔMICO DO BRASIL (2025)
 Contexto Político e Macroeconomia

Indicador Dado 2025
> Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
> Crescimento do PIB +2,4% (projeção FMI)
> PIB per capita US$ 10.780
> Inflação (anual) 5,53% (abril 2025)
> Desemprego (1º trim 2025) 7,0% (7,7 milhões de pessoas)
> Salário mínimo R$ 1.509
> Dólar (Maio/2025) R$ 5,64 ≈ US$ 1 (atualizado)
 
Comércio Exterior (2025)

Exportações totais (2023): US$ 352 bilhões (22º no mundo)

Principais destinos: China (US$ 8,9 bi), EUA (US$ 3,57 bi)

Importações: China (US$ 5,02 bi), EUA (US$ 3,79 bi)

 Produção Agrícola (2024/25)

Total: 328,4 milhões de toneladas (grãos: 322,47 mi t)

Recorde de soja e milho (70% das exportações do agronegócio).

 Turismo (janeiro 2025)

1,4 milhão de turistas internacionais (recorde histórico).

 SETOR DE SUPERMERCADOS (2024-2025)
 Dados Chave do Mercado

Indicador Dado
> Nº de lojas (2024) 424.120 (GPA: +1.000)
> Empregos (2020-2021) +156 mil novos postos
> Contribuição ao PIB (2024) 9,12% (R$ 1,067 trilhão)
> Vendas per capita ~R$ 5.081
> Faturamento (2023) US$ 183 bilhões

Tendências 2025

Incentivos industriais: R$ 14 bilhões para modernização.

Crescimento alinhado ao PIB: +2%.

Foco em eficiência: Expansão de tecnologia e autoatendimento.

 Aprofundamento no Negócio de Supermercados Varejistas (Dados Adicionais 2023-2025):
  • Crescimento e Vendas: As vendas no varejo em geral aumentaram 4.7% em 2024. O setor de hipermercados e supermercados experimentou um aumento de 10.8% nas receitas nominais em outubro de 2024 (ano a ano). O consumo em supermercados cresceu 3.72% em 2024.
  • Comportamento do Consumidor: Tendência a compras menores e mais frequentes, diversificação de canais. Maior crescimento no comércio eletrônico, lojas de conveniência e descontos na primeira metade de 2024. 
  • O canal físico continua sendo preferido pela maioria (78% em 2024). A frequência de compra em canais modernos aumentou entre 2022 e 2024 de um 23% para 27%.
  • Tendências e Perspectivas:

    > Espera-se um crescimento estável para os supermercados no futuro. 

  • > É provável que as fusões e aquisições continuem. 

  • > Os supermercados precisarão reinventar suas marcas para sobreviver. 

  • > O comércio eletrônico de supermercado ainda é baixo em comparação com outros setores, o que apresenta uma oportunidade para os supermercados que melhorarem sua oferta online. 

  • > Os clubes de atacado (warehouse clubs) têm mantido um crescimento dinâmico.

O Brasil em 2025 se posiciona como uma economia em crescimento moderado, com relativa estabilidade, mas desafios estruturais persistentes. Podemos classificá-lo como "emergente estável", embora distante do dinamismo de potências regionais (como o Sudeste Asiático) e com vulnerabilidades fiscais e produtivas.
         Para onde estamos indo?


De acordo com a análise, estamos caminhando para um negócio de varejo que otimiza as despesas operacionais, maximiza os recursos e utiliza efetivamente as ferramentas de Comércio Eletrônico.

A penetração do comércio online no Brasil é alta e continua crescendo. Em 2023, alcançou 65,6% e espera-se que aumente para 81,3% até 2029. Uma grande parte da população adulta brasileira (90%) participa do comércio eletrônico. A maioria das compras online é realizada através de dispositivos móveis.

Dados chave:

  • Penetração: 65,6% em 2023, projetado para 81,3% em 2029.
  • População adulta: 90% participa do comércio eletrônico.
  • Dispositivos móveis: Mais de 70% das compras online são realizadas através de celulares.
  • Crescimento: Espera-se que o mercado de comércio eletrônico no Brasil alcance USD 62,87 bilhões em 2025 e USD 149,46 bilhões em 2030.
  • Métodos de pagamento: Cartões de crédito, Pix e cartões de crédito internacionais são os métodos mais utilizados.


Tendências:

  • O comércio eletrônico experimentou uma expansão notável a partir da pandemia de COVID-19.
  • Os brasileiros estão comprando mais pela internet, incluindo alimentos e outros produtos.
  • As redes sociais são importantes para as marcas no comércio online.
  • O mobile e-commerce (M-commerce) está experimentando um crescimento significativo.

A transformação do negócio varejista de supermercados no Brasil nos próximos cinco anos, impulsionada por um maior interesse em investir em mecanismos online, poderia ser significativa e abranger vários aspectos:

1. Expansão do Alcance e Novos Clientes:

  • O e-commerce permitiria aos supermercados superar as limitações geográficas de suas lojas físicas, alcançando clientes em áreas onde não têm presença física.
  • Isso abriria as portas para um novo segmento de clientes que preferem a conveniência de comprar de casa.

2. Modelos de Compra Híbridos (Omnicanal):

  • Veríamos uma maior integração entre as lojas físicas e online. Os clientes poderiam, por exemplo, comprar online e retirar na loja (click and collect), ou vice-versa.
  • Isso ofereceria uma maior flexibilidade ao consumidor e otimizaria a experiência de compra.

3. Personalização e Marketing Direcionado:

  • As plataformas online permitem coletar dados sobre os hábitos de compra dos clientes, o que facilita a personalização de ofertas e promoções.
  • O marketing digital se tornaria uma ferramenta crucial para atrair e fidelizar clientes online.

4. Novos Serviços e Formatos:

  • Poderiam surgir serviços de assinatura para compras recorrentes (ex: produtos básicos, cestas semanais).
  • Poderia-se explorar a venda online de produtos que tradicionalmente são comprados pessoalmente, como produtos frescos com entrega em domicílio.

Como esse investimento em e-commerce melhoraria seus custos operacionais e logísticos?

O investimento em e-commerce pode gerar melhorias nos custos operacionais e logísticos de várias maneiras, embora também implique novos investimentos e desafios:

  • Otimização de Estoque: Ao ter uma visão mais clara da demanda através dos pedidos online, os supermercados poderiam gerenciar seu estoque de maneira mais eficiente, reduzindo o desperdício e os custos de armazenamento de produtos com baixa rotatividade.
  • Eficiência na Preparação de Pedidos: Embora requeira investimento em infraestrutura e pessoal dedicado, a automatização dos processos de picking e packing para os pedidos online poderia reduzir os erros e os tempos de preparação, otimizando os custos trabalhistas a longo prazo.
  • Rotas de Entrega Otimizadas: O e-commerce facilita o planejamento de rotas de entrega mais eficientes, especialmente se forem utilizados softwares de gestão logística. Isso pode reduzir os custos de combustível e o tempo de entrega.
  • Redução de Custos na Loja Física (Potencial): Se uma parte significativa das vendas migrar para o canal online, poderia haver uma oportunidade de otimizar o espaço e o pessoal nas lojas físicas, focando na experiência do cliente que ainda prefere comprar pessoalmente ou no "click and collect".
  • Marketing mais Eficiente: O marketing digital pode ser mais mensurável e segmentado do que as estratégias tradicionais, permitindo otimizar o gasto em publicidade e alcançar públicos específicos de maneira mais eficaz.

No entanto, é importante considerar que a implementação do e-commerce também acarreta novos custos:

  • Desenvolvimento e manutenção da plataforma online.
  • Custos de marketing digital.
  • Infraestrutura logística para o armazenamento e a entrega de pedidos online.
  • Pessoal para a gestão da loja online e a preparação de pedidos.

Em resumo, um maior investimento em e-commerce transformaria significativamente o negócio dos supermercados no Brasil, ampliando seu alcance, oferecendo novas formas de compra e, a longo prazo, poderia otimizar certos custos operacionais e logísticos, embora requeira um planejamento estratégico cuidadoso e a gestão de novos desafios.





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