REALIDADE DO VAREJO (Brasil)
REALIDADE DO VAREJO (Brasil)
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"O Brasil lidera a América Latina em termos de economia, com um setor desigual e desafios tecnológicos em constante evolução".
A Transformação do Varejo no Brasil.
Do "Mercadinho" às Redes Globais
Antes da década de 1990, o panorama dos supermercados no Brasil era dominado por redes nacionais e supermercados independentes. Esse período viu o crescimento lento, mas constante, do conceito de autosserviço no país.
Redes de supermercados que existiam no Brasil antes de 1990:
> 1936 Supermercados Americanos / Primeiro supermercado a utilizar o sistema de autoatendimento. / São Paulo.
> 1948 Depósito Popular / São Paulo
> 1948 Supermercados Disco: Pioneira na implementação do modelo americano de supermercados, abriu sua primeira loja no Rio de Janeiro. Chegou a ter 60 mercados em várias cidades brasileiras e criou os primeiros hipermercados do Rio. Em 1990, foi vendida ao Grupo Paes Mendonça.
>1953 Sirva-se: Considerado o primeiro supermercado moderno do Brasil, inaugurado em São Paulo por Mario Wallace Simonsen. Em 1965, após a morte de Simonsen, a rede foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar.
Crescimento dos supermercados desde o "Sirva-se" até a chegada das empresas estrangeiras:
O crescimento dos supermercados no Brasil desde a abertura do "Sirva-se" foi relativamente lento nas primeiras décadas. Vários fatores contribuíram para isso:
- Economia: A economia brasileira passou por diferentes fases de desenvolvimento e estabilidade, o que influenciou a expansão do comércio varejista moderno.
- Hábitos de compra: Inicialmente, os consumidores brasileiros estavam mais acostumados a comprar em mercados de rua, pequenos armazéns e lojas especializadas. A mudança para o autosserviço dos supermercados levou tempo.
- Infraestrutura: O desenvolvimento da infraestrutura urbana e de transporte também foi um fator limitante na expansão de grandes redes de supermercados.
No entanto, gradualmente, o modelo de supermercado foi ganhando aceitação, oferecendo maior variedade, conveniência e, em alguns casos, melhores preços. As redes nacionais como Pão de Açúcar e Disco cresceram durante esse período, estabelecendo uma base para a posterior entrada das cadeias internacionais.
1990
A chegada das empresas estrangeiras na década de 1990 significou uma aceleração na modernização e expansão do setor supermercadista brasileiro, introduzindo novas práticas, tecnologias e uma maior concorrência no mercado.
Embora não haja datas específicas e exaustivas para a chegada de cada marca internacional a cada cidade, podemos destacar alguns momentos e marcas importantes:
Década de 1990: Foi o período de maior entrada de grandes redes internacionais, impulsionado pela abertura econômica do Brasil.
Marcas como Carrefour (francesa) e Walmart (americana) iniciaram sua expansão no país durante esses anos.
Carrefour: Uma das primeiras grandes redes internacionais a se estabelecer com uma presença significativa no Brasil. Sua expansão ocorreu principalmente nas grandes cidades do Sudeste e Sul do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Walmart: Chegou posteriormente e também se expandiu por meio de aquisições e aberturas de novas lojas em diversas regiões do Brasil.
Em resumo, embora não seja possível fornecer datas exatas para cada cidade, a década de 1990 marcou o início da chegada significativa das redes de supermercados de marcas internacionais ao Brasil, com uma concentração inicial nas grandes cidades do Sudeste e Sul.
- Crescimento e Vendas: As vendas no varejo em geral aumentaram 4.7% em 2024. O setor de hipermercados e supermercados experimentou um aumento de 10.8% nas receitas nominais em outubro de 2024 (ano a ano). O consumo em supermercados cresceu 3.72% em 2024.
- Comportamento do Consumidor: Tendência a compras menores e mais frequentes, diversificação de canais. Maior crescimento no comércio eletrônico, lojas de conveniência e descontos na primeira metade de 2024.
- O canal físico continua sendo preferido pela maioria (78% em 2024). A frequência de compra em canais modernos aumentou entre 2022 e 2024 de um 23% para 27%.
Tendências e Perspectivas:
> Espera-se um crescimento estável para os supermercados no futuro.
> É provável que as fusões e aquisições continuem.
> Os supermercados precisarão reinventar suas marcas para sobreviver.
> O comércio eletrônico de supermercado ainda é baixo em comparação com outros setores, o que apresenta uma oportunidade para os supermercados que melhorarem sua oferta online.
> Os clubes de atacado (warehouse clubs) têm mantido um crescimento dinâmico.
De acordo com a análise, estamos caminhando para um negócio de varejo que otimiza as despesas operacionais, maximiza os recursos e utiliza efetivamente as ferramentas de Comércio Eletrônico.
A penetração do comércio online no Brasil é alta e continua crescendo. Em 2023, alcançou 65,6% e espera-se que aumente para 81,3% até 2029. Uma grande parte da população adulta brasileira (90%) participa do comércio eletrônico. A maioria das compras online é realizada através de dispositivos móveis.
Dados chave:
- Penetração: 65,6% em 2023, projetado para 81,3% em 2029.
- População adulta: 90% participa do comércio eletrônico.
- Dispositivos móveis: Mais de 70% das compras online são realizadas através de celulares.
- Crescimento: Espera-se que o mercado de comércio eletrônico no Brasil alcance USD 62,87 bilhões em 2025 e USD 149,46 bilhões em 2030.
- Métodos de pagamento: Cartões de crédito, Pix e cartões de crédito internacionais são os métodos mais utilizados.
Tendências:
- O comércio eletrônico experimentou uma expansão notável a partir da pandemia de COVID-19.
- Os brasileiros estão comprando mais pela internet, incluindo alimentos e outros produtos.
- As redes sociais são importantes para as marcas no comércio online.
- O mobile e-commerce (M-commerce) está experimentando um crescimento significativo.
A transformação do negócio varejista de supermercados no Brasil nos próximos cinco anos, impulsionada por um maior interesse em investir em mecanismos online, poderia ser significativa e abranger vários aspectos:
1. Expansão do Alcance e Novos Clientes:
- O e-commerce permitiria aos supermercados superar as limitações geográficas de suas lojas físicas, alcançando clientes em áreas onde não têm presença física.
- Isso abriria as portas para um novo segmento de clientes que preferem a conveniência de comprar de casa.
2. Modelos de Compra Híbridos (Omnicanal):
- Veríamos uma maior integração entre as lojas físicas e online. Os clientes poderiam, por exemplo, comprar online e retirar na loja (click and collect), ou vice-versa.
- Isso ofereceria uma maior flexibilidade ao consumidor e otimizaria a experiência de compra.
3. Personalização e Marketing Direcionado:
- As plataformas online permitem coletar dados sobre os hábitos de compra dos clientes, o que facilita a personalização de ofertas e promoções.
- O marketing digital se tornaria uma ferramenta crucial para atrair e fidelizar clientes online.
4. Novos Serviços e Formatos:
- Poderiam surgir serviços de assinatura para compras recorrentes (ex: produtos básicos, cestas semanais).
- Poderia-se explorar a venda online de produtos que tradicionalmente são comprados pessoalmente, como produtos frescos com entrega em domicílio.
Como esse investimento em e-commerce melhoraria seus custos operacionais e logísticos?
O investimento em e-commerce pode gerar melhorias nos custos operacionais e logísticos de várias maneiras, embora também implique novos investimentos e desafios:
- Otimização de Estoque: Ao ter uma visão mais clara da demanda através dos pedidos online, os supermercados poderiam gerenciar seu estoque de maneira mais eficiente, reduzindo o desperdício e os custos de armazenamento de produtos com baixa rotatividade.
- Eficiência na Preparação de Pedidos: Embora requeira investimento em infraestrutura e pessoal dedicado, a automatização dos processos de picking e packing para os pedidos online poderia reduzir os erros e os tempos de preparação, otimizando os custos trabalhistas a longo prazo.
- Rotas de Entrega Otimizadas: O e-commerce facilita o planejamento de rotas de entrega mais eficientes, especialmente se forem utilizados softwares de gestão logística. Isso pode reduzir os custos de combustível e o tempo de entrega.
- Redução de Custos na Loja Física (Potencial): Se uma parte significativa das vendas migrar para o canal online, poderia haver uma oportunidade de otimizar o espaço e o pessoal nas lojas físicas, focando na experiência do cliente que ainda prefere comprar pessoalmente ou no "click and collect".
- Marketing mais Eficiente: O marketing digital pode ser mais mensurável e segmentado do que as estratégias tradicionais, permitindo otimizar o gasto em publicidade e alcançar públicos específicos de maneira mais eficaz.
No entanto, é importante considerar que a implementação do e-commerce também acarreta novos custos:
- Desenvolvimento e manutenção da plataforma online.
- Custos de marketing digital.
- Infraestrutura logística para o armazenamento e a entrega de pedidos online.
- Pessoal para a gestão da loja online e a preparação de pedidos.
Em resumo, um maior investimento em e-commerce transformaria significativamente o negócio dos supermercados no Brasil, ampliando seu alcance, oferecendo novas formas de compra e, a longo prazo, poderia otimizar certos custos operacionais e logísticos, embora requeira um planejamento estratégico cuidadoso e a gestão de novos desafios.

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