ALARME NO VAREJO EM EEUU
Alarme NO VAREJO EM EEUU:
MAIS DE 15.000 SUPERMERCADOS BAIXARAM A PORTA EM 10 MESES.
João Pessoa, Brasil – Maio de 2025 – Uma crise silenciosa, porém profunda, está abalando o setor varejista dos Estados Unidos. Há mais de dez meses, o fechamento progressivo de lojas de grandes redes de supermercados começou a chamar atenção, deixando um rastro de desempregados e comunidades com dificuldades para acessar alimentos básicos.
Os números falam por si só. Em 2024, foi registrado o alarmante fechamento de 8.200 estabelecimentos físicos. Entre os nomes que engrossam essa lista estão gigantes como Dollar Tree e Family Dollar, que encerraram as atividades de 600 lojas. A farmacêutica CVS fechou impressionantes 1.200 unidades, enquanto a Party City luta para sobreviver em meio à falência. A essa tendência preocupante somam-se JCPenney, Walgreens (com 750 farmácias a menos), Walmart, Best Buy e Express, todos reduzindo significativamente sua presença física.
Mas o que está impulsionando esse êxodo em massa do comércio físico?
Especialistas apontam uma combinação de fatores interligados:
Inflação alta e custos operacionais em ascensão: O aumento generalizado de preços e os gastos crescentes para manter lojas físicas abertas estão corroendo a rentabilidade.
A onda imparável do comércio online: Os consumidores estão cada vez mais optando pela conveniência das compras pela internet, deixando para trás as visitas tradicionais às lojas. Essa tendência é impulsionada pela sofisticação da logística e pela crescente presença da Inteligência Artificial nas plataformas de venda online.
Mercado saturado e competição acirrada: A abundância de oferta e a disputa intensa por fatia de mercado estão levando muitos varejistas ao limite.
Crise econômica generalizada nos EUA: O cenário macroeconômico não ajuda, com consumidores reduzindo gastos e priorizando necessidades essenciais.
O impacto no consumidor é palpável
Há uma redução nos gastos, com famílias ajustando orçamentos e adiando compras não essenciais. Os hábitos de consumo estão se transformando, favorecendo transações digitais. Paradoxalmente, essa situação também cria oportunidades para caçadores de promoções, que aproveitam as liquidações de lojas em fechamento.
Estruturalmente, os icônicos shoppings centers estão perdendo seu brilho, tornando-se o que alguns chamam de "elefantes brancos" – grandes espaços subutilizados. Grandes varejistas, como o Walmart, estão reagindo com a reformulação ou redução do tamanho de suas lojas físicas. Por outro lado, plataformas online como Amazon, Uber Eats e DoorDash continuam em ascensão, consolidando a transformação do comércio iniciada na pandemia.
Enquanto alguns apontam os tarifas impostas este ano como um gatilho, a realidade é que essa tendência de declínio vem se formando há meses. A situação atual nos EUA é clara: milhares de empregos perdidos e consumidores impactados, que agora enfrentam preços potencialmente mais altos e menor disponibilidade de produtos com o desaparecimento das grandes redes.
Projeções a médio prazo: Um cenário varejista redefinido
As projeções para os próximos anos indicam uma transformação profunda. Michael Lasser, analista da UBS, prevê cerca de 45.000 fechamentos de lojas nos próximos cinco anos.
Paralelamente, espera-se que o comércio eletrônico cresça de 27% em 2025 para 38% em 2029, reduzindo inevitavelmente a necessidade de uma ampla rede de lojas físicas. Fatores como aumento nos custos de empréstimos, salários e um consumo cada vez mais voltado para serviços também terão um papel crucial.
No entanto, as lojas físicas não desaparecerão completamente. A expectativa é que elas evoluam, tornando-se centros de distribuição estratégicos para pedidos online, integrando assim os mundos físico e digital.
Opiniões divergentes: Apocalipse ou adaptação?
Curiosamente, nem todos os indicadores apontam para um declínio irreversível. O CoStar Group destaca uma taxa de vacância no varejo relativamente baixa (4,1%), sugerindo demanda contínua por espaços comerciais. Já o Telsey Advisory Group projeta um crescimento líquido de 1,7% em aberturas para 2025, impulsionado principalmente por lojas de descontos, produtos para o lar e lojas de dólar, embora espere redução no segmento de luxo e grandes magazines.
E o Brasil? Poderia essa crise se repetir aqui?
A pergunta ressoa no cenário econômico brasileiro. Vamos analisar os fatores que poderiam favorecer uma crise semelhante e os que poderiam fazer a diferença:
Fatores que poderiam impulsionar uma crise no Brasil:
Transformação digital e crescimento do e-commerce: O Brasil tem visto um avanço significativo do comércio online, intensificando a concorrência para o varejo tradicional.
Mudanças nos hábitos de consumo: Urbanização e acesso à internet estão alterando preferências, com maior interesse em compras online e delivery.
Inflação e pressões econômicas: A volatilidade econômica brasileira pode impactar o poder de compra e, consequentemente, o consumo.
Saturação e competição no mercado: A disputa acirrada entre grandes redes varejistas pode levar ao fechamento de lojas menos rentáveis.
Desafios logísticos e de infraestrutura: Problemas na cadeia de suprimentos podem elevar custos operacionais do varejo tradicional.
Fatores que poderiam moderar ou diferenciar a crise no Brasil:
Estrutura de mercado: A forte presença de pequenos comércios e mercados de bairro no Brasil atua como um amortecedor importante.
Cultura e hábitos locais: A experiência de compra física e a interação social ainda são valorizadas no Brasil.
Crescimento do consumo interno: Uma economia estável poderia impulsionar o consumo.
Regulação e políticas públicas: Intervenções governamentais poderiam mitigar impactos.
Conclusão e recomendações
Embora o Brasil possa enfrentar desafios no varejo, impulsionados pelo e-commerce e pressões econômicas, uma crise massiva de fechamentos e "elefantes brancos", como nos EUA, parece menos provável a curto prazo. A chave estará na capacidade de adaptação das empresas.
Para minimizar riscos, o setor varejista brasileiro deveria:
Investir em omnicalidade (integração entre físico e digital).
Otimizar logística e gestão de estoques.
Entender profundamente o comportamento do consumidor local.
Inovar na experiência de compra e fidelização de clientes.
O espelho americano nos oferece uma lição valiosa: a inação diante das mudanças do mercado pode ter consequências graves. Agilidade e visão estratégica serão cruciais para o futuro do varejo no Brasil.
Por: Reinaldo Mayora
Blog Postmagem
FONTES:
> América Mall & Retail https://america-retail.com/paises/usa/crecen-los-cierres-de-tiendas-en-ee-uu-2025/
> Vive Miami Radio https://www.youtube.com/watch?v=KOdtV8p4zvY
> El Cronista https://www.cronista.com/usa/trending/se-despiden-para-siempre-la-lista-completa-de-todas-las-tiendas-famosas-en-estados-unidos-que-cerraran-definitivamente-en-mayo-2025/










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